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Obra completa de Chico Berg é totalmente digitalizada e disponibilizada ao público

  • Foto do escritor: Orquestra de Música Negra da Paraíba
    Orquestra de Música Negra da Paraíba
  • 27 de mar.
  • 2 min de leitura

A vasta produção literária do poeta e compositor Chico Berg acaba de ser completamente digitalizada e organizada em acervo público, marcando um dos mais importantes movimentos de preservação da memória cultural paraibana nos últimos anos. Ao todo, mais de 40 livros de poesia, muitos deles originalmente distribuídos em formato artesanal e xerográfico, passam agora a ter acesso garantido em formato digital.



Nascido em Brejo Santo (CE) e radicado há mais de cinco décadas em João Pessoa, Chico Berg foi um dos nomes mais representativos da poesia marginal e da chamada Geração Xerox, movimento que espalhou poesia pelas ruas, becos e ônibus da capital paraibana. Sua obra, construída em diálogo com a cultura popular, a luta social e a crítica política, ganhou novo fôlego com o processo de digitalização, que permite que pesquisadores, estudantes e leitores tenham contato direto com uma produção literária antes restrita a cópias físicas raras.


Chico Berg em apresentação do Grupo Mambembe, em protesto nos anos 80.
Chico Berg em apresentação do Grupo Mambembe, em protesto nos anos 80.

Entre os títulos agora preservados digitalmente estão obras como “Cata Tempo”, “Catador de Palavra”, “Cisne Vermelho”, “Doido Canto Douto”, “Mãos”, “Mundo e Poemas Imundos”, “O Cio da Flor”, “Pipa da Noite”, “Poema a Céu Aberto”, “Poemas na Contramão” e “Rótulo do Corpo”, entre muitos outros. Cada livro reúne poemas que articulam lirismo, denúncia, humor, rebeldia e profunda sensibilidade social — marcas registradas da escrita do autor.


Chico Berg iniciou sua trajetória artística ainda jovem, recitando literatura de cordel em feiras e vaquejadas do interior cearense. Na adolescência, criou o jornal estudantil Avante Juventude (1963–64) e estimulou a formação de outros periódicos escolares. Em João Pessoa, integrou movimentos culturais como o Grupo Mambembe, que levava poesia e teatro aos quatro cantos da cidade, e manteve intensa atuação em saraus, festivais e mobilizações artísticas.



Sua obra literária, influenciada por nomes como Patativa do Assaré, Drummond, Zé da Luz, Pablo Neruda e Manuel Bandeira, foi produzida quase sempre em condições adversas, mas alcançou uma solidez pouco comum na produção alternativa brasileira.


Além de poeta, Chico Berg também dedicou-se às artes visuais e à música, tendo composto e se apresentado com artistas da cena paraibana, como Adeildo Vieira, Escurinho, Pedro Osmar, Cátia de França e tantos outros.


Premiado nacionalmente, conquistou o Prêmio INSS de Desenho em Grafite, com a obra “Autorretrato”, e recebeu distinções literárias, como o Prêmio Tiago de Melo, com o poema “Impunidade”. Sua produção musical inclui dois álbuns — Contra-maré e À Deriva — com composições feitas em parceria com seu filho, Pablo Honorato.


A digitalização integral da obra representa um marco histórico para a preservação da cultura popular e da poesia marginal brasileira, assegurando que a contribuição de Chico Berg permaneça acessível, viva e em diálogo com novas gerações. O acervo digital permitirá que leitores, escolas, universidades e espaços culturais possam trabalhar sua obra com amplitude e profundidade, garantindo-lhe o lugar que lhe cabe na literatura contemporânea.


Conheça a obra de Chico Berg: clique aqui.


 
 
 

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