Orquestra de Música Negra participa do projeto Cruzeiro do Mar da Penha
- Orquestra de Música Negra da Paraíba

- 31 de mai. de 2025
- 2 min de leitura

João Pessoa – No dia 31 de maio de 2025, o projeto Cruzeiro no Mar da Penha promoveu uma programação especial financiada pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), reunindo moradores, pescadores, artistas, pesquisadores e público em geral em um encontro que celebrou memória, religiosidade e cultura popular no litoral sul da capital.
O evento, realizado na Peixada de Dona Irene – símbolo da tradição pesqueira e da devoção popular da Penha –, ampliou a visibilidade das expressões culturais da comunidade e reafirmou a importância do território enquanto espaço identitário, espiritual e histórico. A ação fez parte do calendário de iniciativas culturais apoiadas pela PNAB em João Pessoa, fortalecendo a circulação de saberes locais e protagonismo comunitário.
A programação incluiu roda de diálogo sobre patrimônio cultural marítimo, apresentações artísticas, relatos de memória oral e atividades desenvolvidas por educadores populares que atuam no território. A participação da comunidade foi expressiva: famílias tradicionais da pesca compareceram ao encontro, reforçando a dimensão coletiva da celebração.
Segundo Germana, organizadora do evento e representante da comunidade de pescadores da Penha, esse foi mais um passo na luta pela valorização da Penha como território de vida, cultura e resistência:“A Política Aldir Blanc permitiu que a gente celebrasse aqui o que sempre foi invisibilizado: a dignidade cultural do povo da Penha. Estar no Cruzeiro, ao lado das lideranças da pesca, ouvindo as histórias e fortalecendo nossos vínculos, é um ato de pertencimento e de defesa dos direitos territoriais. Cada atividade realizada aqui é um lembrete de que a cultura desse lugar não é um ornamento — é fundação, é memória viva.”
Com um cenário formado pelo mar aberto, pelos barcos ancorados e pela movimentação cotidiana dos pescadores, o encontro, que também contou com a participação de Escurinho e banda, que se apresentaram em um barco, reforçou a conexão entre tradição marítima e cultura popular. A presença de mestres locais, jovens do território e representantes de políticas culturais contribuiu para tornar o evento um marco de participação social e afirmação de identidades.
Ao final, ficou o sentimento de que a PNAB não apenas possibilitou uma atividade cultural, mas também fortaleceu processos comunitários de longa duração, valorizando um território que, há décadas, luta por reconhecimento, permanência e respeito.




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